sábado, 15 de março de 2014

Período Inicial

Após a montagem do aquário, ou compra do mesmo, e a escolha dos componentes básicos, sal sintético, tipo de purificador de água, componentes da base do aquário (substrato), estilo (Berlin, Jaubert, natural, artificial, e outros),  chega-se no estágio mais estável do aquário. (Clique no sublinhado para ver um vídeo de montagem de um nano aquário marinho)

Algumas medições de parâmetros para manter a água saudável para os seres vivos, alimentação e o prazer de povoar o aquário e observá-lo. Rotina necessário até que se tenha ultrapassado período de ciclagem, quando o aquário passa a ser capaz de se autorregular  para abrigar seres vivos.

Nesta fase - falarei das outras posteriormente - é importante ter um registro semanal, período das manutenções, informando a data, o quanto trocou-se de água, o quanto foi adicionado de suplementos, ou elementos químicos, e os parâmetros da água.

Medidas como PH, KH, Amônia, Nitritos e Nitratos, são básicos em todos os tipos de aquários. Para os de água doce, o GH também se torna necessário, já para o de água salgada, Cálcio e Fosfatos são os indicados para manter o controle, basicamente, além claro da quantidade de mistura de sal na água, a densidade.

Durante o período inicial, até que o princípio do ecossistema se instale, Amônia, Nitrito e Nitrato, são os parâmetros para controle mais usados, para ter precisão de quando realmente os valores chegaram a zero.

Um exemplo é encontrado na imagem do site www.aquaonline.com.br, abaixo:
 

Neste caso, a Amônia , ao lado o PH, e embaixo, o Nitrito, mostram exemplos de testes realizados a partir de gotejamento de substâncias químicas em uma quantidade pequena de água do aquário, obtendo coloração que indica valor.

Manutenções de  PH, KH, e GH, mantém a água em condições de abrigar vida adequadamente, e outros compostos, Cálcio, Magnésio, servem para acompanhar a qualidade da água, e são necessários até mesmo para alimentação dos seres vivos.

Os índices de Fosfato são medidos, também no auxílio do combate às algas, que dão aparência de descuido do aquário por parte do proprietário.

Para quem usa aquários de agua doce com plantas naturais, o Gás Carbônico é também frequentemente utilizado.

Após a ciclagem, também chegam os primeiros habitantes, conhecidos como equipe de limpeza, que limpam dejetos, se alimentam de sobras, e por isso, ajudam no equilíbrio do sistema.

Durante esse fase de ciclos dos elementos químicos da água, também pode-se passar um tempo pensando no que vai habitar o aquário, espécies de peixes, plantas, corais, invertebrados, e outros, contruindo um registro de espécies.

Com isso, quando o aquarista for adquirir suas espécies, já vai ter em mente o tipo de ambiente que está criando em casa, tornando o aquário mais belo que comprar espécies sem planeja, até por que algumas têm necessidades diferentes, como a temperatura da água, e esse planejamento, é uma forma de acertar na hora de povoar o aquário.

Nesta postagem citou-se alguns testes, e o importância de termos um planejamento de espécies, além do registro semanal do que é feito no aquário. Assim fica mais fácil abrigar os animais de estimação aquáticos.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Tamanhos

Para iniciar o projeto de ter um aquário, algumas questões básicas merecem ser respondidas, como: onde vou colocar? qual o tamanho escolher? agua doce ou salgada? e muitas outras.

Sempre temos a opção de ir a uma loja de aquários e comprar um aquário pronto, com móvel, e, chegando em casa é só tirar das caixas, montar e pronto. Para exemplificar, segue um vídeo que ilustra bem essa opção:


Nesse vídeo, temos uma forma rápida de levar um aquário para casa, (existem opções maiores que esse, de 20 litros apenas) mas, o que é importante agora é pensarmos no projeto do aquário, que neste exemplo ficou reduzido a conseguir um local adequado em casa para mantê-lo. Porém, para fabricar um aquário como este, alguns cálculos foram necessários, desde a colagem dos vidros até os equipamentos corretos a utilizar, e vou ilustrar esses cálculos através de informações obtidas em livros e em sites da internet.

Primeiramente, temos que ter em mente qual o tamanho temos disponível para o móvel e para o aquário, e especificar suas medidas. As medidas do aquário (comprimento, altura, largura) informam quantos litros de água o aquário vai ter, e o peso que o móvel deverá suportar. Veja o exemplo:
 
Um aquário com 0.80 metros de comprimento, por 0.30 metros de largura e 0.40 metros de altura, terá um volume de 96 litros quando vazio, e após os adereços, caberá 77 litros de agua, com um peso de 125 kilos. Assim sabemos que o móvel deve suportar esse peso de 125 kg, e que teremos aproximadamente 77 litros de água acima dele, dentro do aquário.

Este cálculo do volume de água total, é feito com uma fórmula da física sobre volumes. Multiplicando as três dimensões em centímetros, alcançamos o valor em centímetros cúbicos, facilmente convertido para litros. Temos 80cm, multiplicado por 30cm, multiplicado por 40cm, que nos retorna 96000 cm³(centímetros cúbicos), que, convertidos a litros(1litro = 1000cm³), temos 96 litros. Como eu disse na postagem anterior, um pouco de física para recordar.

Agora que já falei sobre o tamanho do aquário, tenho que falar do material que vai ser usado para confecciona-lo, os vidros e a cola.

Os vidros, devem obedecer a um espessura específica, que varia de acordo com o tamanho do aquário, e por ser um calculo um pouco complexo, normalmente recorre-se a tabelas, ou calculadoras para definir tipo de vidro usar (espessura).

A cola deve ser específica para colagem de aquários, que vede e suporte a pressão da água, além de não conter anti-fungos, ou anti-mofos, pois dentro do aquário algumas formas de vida mais simples seriam prejudicadas por esses materiais.

Recomendo que procurem uma pessoa especializada para decidir a espessura do vidro e a cola a utilizar, caso não comprem um aquário pronto na loja. Com essa postagem, já dá para decidir o tamanho do aquário, e a qualidade do móvel que vai suportar seu peso.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Aquarismo

Antes de conceituar o Aquarismo, é importante lembrar que existem pré-conceitos sobre o mesmo.  Os pré-conceitos sobre o aquarismo são muitos: ter um aquário é dispendioso, um aquário é trabalhoso, os peixes morrem fácil, e assim por diante.  Na hora de fugir da empreitada, há quem recorra a ética de se manter animais em cativeiro pra desistir do projeto.

O principal problema, para mim, foi como ingressar no universo do aquarismo, pois muitas informações são necessárias: termos novos, química básica, biologia, física (eletricidade), tabelas e gráficos, e outros conceitos que não estão disponíveis de forma didática e/ou resumida facilmente.

Comecei a buscar na internet por informações. A busca pelo conhecimento, se deu através da leitura, e apesar da internet ter facilitado as coisas, aceitei o fato de que os livros não são dispensáveis, e que instruem muito melhor. Consegui muitas informações em fóruns mas que não fecharam um todo concreto, algo tinha que abrir a porta na consciência para que aqueles termos fizessem realmente sentido.  A outra fonte de informação, que aprendi na faculdade, são os artigos, e fui procurar por eles, mesmo eles não sendo tão científicos assim.

Sobre os livros, esses sim, nos ensinam sobre o aquarismo em geral, tipos diferentes, possibilidades diferentes, informações mais completas sobre os equipamentos a serem usados, compatibilidades, um verdadeiro manual para entender sobre aquários. Tive acesso a dois livros,em inglês, sobre aquarismo e sobre aquarismo marinho, que foram muito engrandecedores nessa empreitada.

Sobre os artigos, o aquarista encontra boas receitas de como montar um aquário, do que significa cada coisa e como funciona. Mas não são capazes de dar uma visão mais globalizada do processo que envolve o aquarismo, fica-se reduzido a repetir uma experiência que deu certo para alguém.

Sobre os fóruns, eles foram úteis, principalmente para tirar dúvidas que não estão nos livros, nem nos artigos, mas torna-se difícil começar do zero a partir deles. Com eles pode-se também aprender a fazer você mesmo coisas que ainda não estão sendo comercializadas, ou que já estejam mas não sejam acessíveis, fazer trocas de materiais, e outros.

Finalmente, uma fonte muito importante, talvez a que mais abre as portas da consciência para os termos novos é o vendedor da loja de aquários, esse sim sempre será meu melhor amigo. Quando o atendimento é bom, unido ao interesse de vender, esses caras conseguem te explicar a parte que falta para você ganhar confiança e começar a se sentir seguro enquanto aquarista, você compra o material que ele promete fazer a diferença e ele acaba te ensinando um pouco sobre o assunto, mas que te passa confiança.

Meu conselho é buscar um livro, ler artigos para especificar coisas que o livro tenha deixado vago, procurar em fóruns informações sobre os produtos que funcionam bem, e o que você pode adaptar, modificar, ou fazer você mesmo,  além de tirar dúvidas do que acontece no seu aquário, e conseguir um bom relacionamento com um vendedor ou uma loja, que te atenda bem e confirme ou não o que você tem aprendido nos livros, pois a teoria ainda é uma coisa e a prática outra. E principalmente, projete seu aquário, pois ele abrigará seus novos animais de estimação. E sim, compare o aquarismo com ter outros animais de estimação e boa parte dos pré-conceitos irá desaperecer.

Na próxima postagem falo sobre o durante, e o depois, concluimos com os pós-conceitos.